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simply ana

Simplesmente eu.

simply ana

Simplesmente eu.

Qua | 19.04.17

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

Eu ia escrever sobre vacinação, mas entretanto uma miúda de 17 anos morreu e meio mundo já decidiu cagar as suas postas de pescada pela internet fora e como acho isso mega cansativo, vou resumir a minha opinião muito rapidamente. 

Acho que o PNV deveria ser obrigatório. Tipo mesmo obrigatório, tão obrigatório como ter carta de condução para conduzir. Estou-me a cagar para aqueles que são contra vacinas e o diabo a sete. Que queiram morrer sozinhos, com sarampo, escurboto ou febre amarela, tudo ok, mas não lixem a vida dos outros. Se são irresponsáveis vão sê-lo para bem longe de mim e daqueles que não o são. Para mim, é assunto indiscutível. 

Passando à frente. 

Esta semana, recebi a notícia de que um rapaz meu conhecido tinha morrido. Fiquei a saber depois que se tinha suicidado. 

Se há assunto que mexe comigo é este. 

Um rapaz da minha idade suicidou-se. Não sei pormenores, mas estaria doente, com certeza. 

Como é que é possível que em pleno século XXI a filha da puta da saúde mental não seja uma coisa levada a sério? Como? 

Como é que um jovem chega ao ponto de acabar com a vida sem que ninguém se aperceba do quão doente ele está? 

Ou será que se aperceberam? Será que familiares e amigos desvalorizaram sintomas só porque "ah, são coisas da cabeça dele" ou "estás triste? Anda sair que isso logo passa". 

Parece estúpido, mas ainda há quem ache que depressões são caprichos e coisas passageiras. Há quem não consiga perceber que uma doença mental, seja ela qual for, é.efectivamente uma doença, que merece e que deve ser tratada. 

Há familias (e esta é a minha teoria neste caso em particular) que, por razões culturais, religiosas, sociais, etc, ainda encaram a saúde mental como um assunto tabu e que têm vergonha do "maluquinho que têm lá em casa". 

Para mim, isto é tão triste que nem sei muito bem o que dizer. 

Um rapaz da minha idade achou que a única solução que lhe restava era a morte e eu só tenho pena que ninguem tenha tido a oportunidade/vontade de lhe mostrar que na vida tudo se resolve. Por vezes, apenas precisamos de ajuda.

 

Dom | 09.04.17

Fico parva com estas coisas

Um monte de fedelhos vai para espanha comemorar o seu último ano na escola secundária. Bebem de mais, agem como selvagens e são expulsos da unidade hoteleira onde estão alojados. 

Chegam a casa, os pais dão-lhes muitos beijinhos, passam-lhes a mãozinha na cabeça e dizem:

"Deixem lá filhinhos, a culpa não foi vossa, foi do hotel!"

Adoro! 

 

Dom | 09.04.17

Dramas da vida doméstica

É impressionante o facto de nunca, mas nunquinha mesmo, conseguir ver o fundo do cesto da roupa suja. 

Quando acho que estou a chegar ao fim, ele volta a ficar cheio como por magia. 

Juro que não entendo esta multiplicação de roupa. Isso e as meias que se perdem após cada ida à máquina de lavar, mas isso já é outro assunto! 

Sab | 01.04.17

Fico parva com estas coisas

Há uns dias entrei na Victoria Secret's. A minha namorada, sempre que me vê ir na direção da dita loja, faz logo aquele ar de enfado, mas eu ignoro. 

É verdade que nunca lá comprei nada, a não ser uns sprays corporais, cujo cheiro a minha namorada também odeia, porque para comprar cuecas de padrões hediondos e qualidade duvidosa vou à Primark. Mas já se sabe, uma pessoa gosta sempre de dar uma vistinha de olhos, nem que seja para criticar.

Adiante, dizia eu que entrei lá um destes dias e, mal pus o pé na loja, veio logo uma menina ter comigo. Ai e tal, bom dia como está?, eu sou a Maria Amélia e a senhora como se chama?. 

Pronto, revirei logo os olhos. Apeteceu-me logo pôr-me a andar. Que estupidez, uma pessoa vai comprar cuecas e tem de desvendar a identidade a uma descohecida. Qualquer dia tenho de lhes mostrar o Cartão do Cidadão. 

Já no Starbucks é a mesma conversa. Ninguem precisa de saber o meu nome para me fazer um cappuccino, senhores!

Quem inventou esta abordagem não devia ter a cabecinha a funcionar a 100%, só pode. Uma coisa é atendimento personalizado, outra coisa é abuso de confiança. Eu não quero dizer o meu nome a desconhecidos, é uma coisa assim tão descabida?