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simply ana

Simplesmente eu.

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Simplesmente eu.

Qui | 23.02.17

Pedaços da vida conjugal

Eu e a minha namorada estamos juntas há 10 anos (ou serão 11? 🤔) e se há coisas nela que antes me faziam enlouquecer e que agora já nem ligo, existem outras que ainda me fazem transpirar de raiva. 

Gente, esta miúda tem um problema com luzes. Ela adora luzes. Venera um bom interruptor. 

Nunca vi ninguém com tão pouca capacidade de andar no escuro. Durante a noite, se se levanta para ir à casa de banho, tem de acender pelo menos três luzes pelo caminho. A casa parece Oxford St no Natal. 

De manhã, ligo a luzinha do candeeiro quando acordo, não gosto de levar logo com muita luz nos olhos ainda semi fechados, pois que o raio da rapariga corre logo para o interruptor. Não dá. 

Eu sou completamente o oposto. Durante a noite é raríssimo acender luzes, de manha sou incapaz de acender luzes se outras pessoas ainda estiverem a dormir ou ainda a dormitar.

Adoro escuro, não tenho nenhuma dificuldade em andar às escuras em casa e é por isso que esta mania dela me tira do sério. 

Acho que não há dia nenhum em que não se discuta por este motivo cá em casa. É rotina. E não lhe vejo fim à vista.

 

Sex | 17.02.17

No viajar é que está o ganho

Fevereiro é sempre o mês eleito para as minhas viagens. 

É epoca baixa, conseguem-se muito bons preços e evitam-se enchentes de turistas. Tudo em bom, como se quer. 

Este ano, a Irlanda foi o destino. 

Fica aqui pertinho (para quem não sabe estou a viver no uk), uma pessoa entra no avião, levanta voo e quando dá por ela já está a aterrar. Para além disso, tenho familia em Dublin, o que significa alojamento gratuito, coisa bastante importante para viajantes pobretanas low cost como eu. 

Mas vamos lá aos pormenores que interessam:

 

Dublin é uma cidade pequenina, um fim de semana é suficiente para ver tudo o que importa. Não é preciso perder muito tempo em transportes, a não ser que fiquem alojados muito longe do centro (foi o que me aconteceu) porque a cidade vê-se muito bem a pé. 

A cidade é caríssima. Tudo. É um exagero. Se quiserem entrar em monumentos e museus, informem-se bem e escolham aqueles que valem mesmo a pena. Aconselho entrar na biblioteca do Trinity College, onde foram gravadas algumas cenas de Harry Potter e onde está guardado o Book of Kells.

Existem vários museus que podem visitar. Por exemplo eu visitei o Irish Museum of Modern Art (não achei nada de especial apesar de ter visto uma boa exposição de Lucian Freud) e fiquei-me por aí. 

Aconselho uma visita ao "quarteirão" Temple Bar, uma zona cheia de pubs e que preserva ainda a traça medieval da cidade. 

Como disse, não fiquei alojada no centro de Dublin. O meu spot durante 5 dias foi Bray, uma cidadezinha costeira, encostada a Dublin, muito engraçada. 

Acho que vale a pena, se tiverem tempo, dar um saltinho até lá. Uma coisa muito porreira de se fazer é um passeio até Greystones. Podem começar a caminhada em Bray, seguir até Greystones (cerca de 6km) e regressar a Dublin de DART (comboio). Os trilhos atravessam uma montanha, Bray head, sempre com o mar em plano de fundo e a linha de DART um pouco mais a baixo. É lindo. Infelizmente, não consegui ir até Greystones, estava um dia horrível, com muito vento, chuva e frio de rachar, por isso, abandonamos a caminhada a meio. No entanto, fiz uma viagem de DART desde Dublin até Bray e adorei. A linha vem sempre junto ao mar e as paisagens são lindas. 

Um sitio onde não fui e gostava de ter ido foi ao vale monástico de Glendalough. Mais uma vez, o mau tempo fez-nos desistir da ideia. Pelo que vi em fotos e pelo que todas as pessoas me disseram é um local a não perder. Terá de ficar para uma próxima. 

Ainda em Bray, acho que devem dar um saltinho ao pub The Harbour Bar. É um típico pub irlandês, com um ambiente espetacular. Claro que em Dublin encontrarão um pub em cada esquina, por isso, escolham um e aproveitem, é daquelas coisas que se deve fazer quando se visita a Irlanda. 

E pronto, é isto. Foram 5 dias bem aproveitados, infelizmente o tempo não cooperou sempre, mas isso é um risco que se corre ao viajar para a Irlanda em Fevereiro. Não se pode ter tudo, 'né gente?

As fotos da viagem estão no Instagram, passem por lá. 

 

 

 

Ter | 07.02.17

Crepes quase saudáveis

Fiz uns crepes que tinham tudo para ser saudáveis. Sem glúten, para a celíaca cá de casa, sem lactose, para mim que tenho uma intolerância estúpida. 

Depois enchi-os de nutela e banana e lá se foi o saudável.

E aqui fica confessada a primeira facada na minha pseudo-dieta. 

 

Receita (sem fotos, porque não me apeteceu tirar):

 

3 ovos

250ml de leite vegetal (soja, amêndoa, arroz... o que vossas excelências preferirem);

6 colheres de sopa de farinha sem glúten (pode ser daquelas farinhas preparadas, farinha de arroz, polvilho...);

6 colheres de sopa de trigo sarraceno;

Uma colherzinha de mel, mas só se quiserem a massa doce ou se forem muito gulosos.

 

É só bater os ovos, juntar a farinha e por fim o leite. Bater tudo again. Espalhar a massa numa frigideira anti aderente, para não dar porcaria, virar o crepe para dourar dos dois lados e já está. Podem rechear com aquilo que quiserem. Evitem a nutela porque é cancerígena. Eu não evitei e agora estou aqui arrependida. 

 

Bom apetite. 

Ter | 07.02.17

Criei uma dieta

De vez em quando, tenho umas epifanias, dão-se-me assim de repente e vão tão depressa quanto vêm. 

A última que tive (e ainda estou a ter) aconteceu quando, ao passear pelo facebook, me deparei com aquilo da dieta do paleolítico (este termo não faz sentido nenhum, mas vamos ignorar isso e esquecer estes preciosismos pré históricos). Ok, eu já tinha ouvido falar nisso, mas nunca me tinha dado ao trabalho de aprofundar o tema. 

Desta vez, como estou de férias, debrucei-me sobre o assunto.

Resumindo: não estou a seguir a dieta do paleolítico, porque não lhe achei assim tanta piada. No entanto, acho aquele conceito de consumir alimentos naturais e não processados bastante lógico, por isso decidi cortar algumas coisas da minha alimentação.

Decidi apenas ser mais saudável , posso comer tudo o que me apetecer menos merdices carregadas de açúcar e conservantes. Sim, jamais me auto proibirei de comer pão ou arroz, massa de vez em quando, glúten (namoro com uma celíaca e sei muito bem o que é fazer uma dieta assim) e afins. 

Ah, mas o pão às vezes tem açúcar. Pois tem, mas é muito bom. Ah, mas o arroz engorda e a massa é feita de trigo transgénico. Certíssimo, mas eu não quero emagrecer e a massa feita de milho também é transgênica e a aquela treta da courgette a imitar espaguete não é massa. Oh, mas então isso não é dieta nenhuma, continuas a comer coisas consideradas não saudáveis. Pois diz que sim, mas como fui eu que criei esta dieta posso fazer o que me apetecer. Além disso, acho que se deixar de beber refrigerantes e de comer pacotes de batatas fritas já estou a fazer muito por mim ou pelo menos alguma coisa. 

E pronto, é isto. Deve durar uma semana, mas não faz mal. 

Qua | 01.02.17

Problemas do primeiro mundo

O gajo, ou gaja, que se lembrou de pôr pauzinhos de papel nos chupas-chupas devia ser processado. 

Qual é a lógica, gente? Aquilo fica uma bodega e uma pessoa acaba a comer papel. Ridículo.